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Título: Formação para acadêmicos de fisioterapia para o atendimento de crianças com transtorno do espectro autista
Autores: VIGINHESKI, Luciana Erzinger Alves de
GRUPPI, Deoclecio Rocco
KAPPEL, Jessica do Rocio
Palavras-chave: Transtorno do espectro autista
Capacitação profissional
Fisioterapia
Data de publicação: Nov-2025
Resumo: Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve déficits na comunicação, interação social e alterações motoras e sensoriais, exigindo intervenções especializadas. A fisioterapia contribui para o desenvolvimento psicomotor e funcional dessas crianças, e a inclusão de conteúdos sobre TEA na formação acadêmica é essencial para práticas profissionais mais qualificadas e inclusivas. Objetivo: Discutir, na formação inicial de profissionais da área da Fisioterapia, questões relacionadas ao atendimento de pacientes com transtorno do espectro autista (TEA), por meio de capacitação. Metodologia: A pesquisa de natureza aplicada, qualitativa e configurada como pesquisa-intervenção educativa, envolveu 30 acadêmicos de Fisioterapia de duas instituições de Guarapuava/ Paraná. O estudo desenvolveu-se em três etapas: elaboração de um e-book sobre TEA; formação virtual ofertada aos estudantes, antecedida por questionário diagnóstico e com participação final de nove acadêmicos e avaliação qualitativa da experiência formativa. A coleta de dados ocorreu por meio de questionários físicos e digitais, respeitando-se todos os aspectos éticos. A análise qualitativa dos dados seguiu a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin, complementada por elementos da estatística descritiva para organizar informações quantitativas de adesão e participação. Linha de Pesquisa: Estratégias Interdisciplinares em Inovação e Promoção da Saúde. Produção técnica: Projeto de Extensão e E-book. Resultados: Os resultados evidenciaram uma lacuna significativa na formação em Fisioterapia acerca do Transtorno do Espectro Autista. O questionário inicial revelou que, embora 80% dos estudantes já tivessem ouvido falar sobre o TEA, esse contato era superficial, e a maioria não se considerava apta a avaliar pacientes com o transtorno. A capacitação virtual mostrou-se uma estratégia que pode contribuir na formação dos acadêmicos, promovendo engajamento dos participantes e ampliando o entendimento sobre aspectos clínicos, funcionais e terapêuticos do TEA. As falas dos acadêmicos apontaram melhora na compreensão do papel da Fisioterapia, visão mais humanizada do cuidado e reconhecimento do e-book como recurso facilitador. De modo geral, os achados confirmam a necessidade de atualização curricular e demonstram que intervenções educativas digitais podem contribuir de forma significativa para reduzir lacunas formativas e qualificar futuras práticas profissionais. Conclusão: A pesquisa evidenciou lacunas significativas no conhecimento teórico e prático de estudantes de Fisioterapia sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente em avaliação e manejo fisioterapêutico. Os resultados apontam a necessidade de maior inclusão do tema nos currículos, favorecendo habilidades clínicas e práticas baseadas em evidências. A pesquisa-intervenção mostrou-se eficaz para compreender a realidade formativa e promover mudanças concretas no aprendizado. Estratégias contínuas de ensino integrando teoria e prática fortalecem a qualificação profissional. O estudo contribui para a formação de fisioterapeutas mais capacitados e práticas de cuidado mais sensíveis e inclusivas.
URI: http://repositorioguairaca.com.br/jspui/handle/23102004/540
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